Sistema de Biofiltração Ativa: Promoção da Saúde e Qualidade Ambiental em laboratórios de impressão 3D para docentes e discentes
Como estudante de Agronomia e extensionista do 3D Life Lab, proponho a implementação de um sistema que une fito-remediação e tecnologia para melhorar o ambiente compartilhado. A exposição contínua a microplásticos e vapores químicos resultantes da impressão 3D é um risco à saúde ainda pouco debatido no Brasil, podendo gerar efeitos adversos crônicos por bioacumulação. Como o laboratório é um espaço de permanência prolongada para docentes e discentes, a implementação de um biofiltro ativo (que utiliza plantas e ventilação forçada) é uma medida preventiva essencial para o bem-estar da comunidade acadêmica.
O sistema utiliza ventoinhas para forçar o ar pelas raízes das plantas (rizosfera), onde micro-organismos "digerem" os gases tóxicos e os transformam em nutrientes para a planta (biomassa). Diferente de filtros comuns, que saturam e perdem a utilidade e precisam ser descartados, este biofiltro se renova sozinho e elimina os poluentes de forma definitiva. Os módulos serão impressos em filamento no próprio laboratório e possuem um sistema de irrigação automático (capilaridade), garantindo que as plantas sobrevivam sem cuidados diários. A instalação de sensores AirGradient permitirá a medição em tempo real de material particulado (PM2.5) e compostos voláteis (VOCs), validando a eficiência da filtragem.
Além disso, com o aumento de laboratórios com impressoras 3D na UFPR, o projeto vira um modelo para outros setores e para quem imprime em casa, difundindo práticas de saúde e inovação acessível para toda a comunidade.
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